Semana Nacional de Redução de Desastres destaca preparação para eventos extremos

Foto: Divulgação/CBMRS

A conscientização da sociedade, o fortalecimento dos órgãos de proteção e defesa civil e a preparação para enfrentar eventos climáticos extremos estão entre os desafios do Brasil na redução dos riscos de desastres. Esses temas ganham destaque durante a Semana Nacional de Redução de Desastres, realizada na segunda semana de outubro, que inclui o Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, celebrado em 13 de outubro.

A iniciativa busca ampliar a conscientização da população, dos gestores públicos e das instituições sobre a importância da prevenção e do fortalecimento do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. Desta forma, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) mantém ações voltadas à preparação, resposta e recuperação diante de desastres, além de atividades de conscientização e educação por meio das mídias e dos canais de comunicação.

Segundo Rafael Machado, chefe do Gabinete da Sedec, a contribuição da secretaria para a semana está relacionada à continuidade do trabalho de fortalecimento da proteção e defesa civil brasileira. As ações buscam ampliar a capacidade do país de enfrentar ocorrências que afetam a população, desde a preparação até a recuperação das áreas atingidas.

Desafios diante dos eventos climáticos extremos

O aumento da intensidade, da frequência, da duração e da magnitude dos eventos climáticos extremos, amplia a complexidade da gestão de desastres no país. Esse cenário exige o aperfeiçoamento constante das estratégias de monitoramento, emissão de alertas, preparação e resposta.

Para Machado, o fortalecimento das capacidades institucionais dos órgãos que integram o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil é fundamental para preparar o país para esses eventos. “As mudanças climáticas impõem desafios crescentes às atividades de monitoramento e alerta, exigem melhorias nas ações de contingência e ampliam a demanda por medidas de resposta e recuperação”, fala.

Diante desse contexto, ele destaca que a redução dos riscos depende não apenas da capacidade de atuação dos órgãos públicos, mas também do planejamento e da articulação entre as instituições responsáveis pela proteção da população.

Participação da população é fundamental

Além da atuação do poder público e dos órgãos de emergência, Machado sublinha que a participação da sociedade é essencial para reduzir os riscos e os impactos dos desastres. “Cada cidadão tem um papel importante nesse processo, que envolve buscar informações confiáveis, desenvolver a percepção de risco e seguir as orientações emitidas pelos órgãos oficiais de proteção e defesa civil”, frisa.

Enquanto esses órgãos são responsáveis por monitorar ameaças, emitir alertas, coordenar ações de preparação e resposta e apoiar a recuperação das áreas afetadas, a população contribui ao reconhecer situações de perigo e adotar as medidas preventivas recomendadas.

“A gestão de desastres é uma responsabilidade compartilhada, que depende do engajamento de toda a sociedade”, destaca Machado.

Por Lia Nara Bau / Jornalista da Revista Emergência